Máquina do tempo · coeficientes oficiais
Quanto vale o dinheiro de antigamente?
O ordenado do teu pai em 1990, o preço da casa dos avós, a semanada de 1980. Converte tudo para euros de hoje, com os números oficiais do Diário da República.
Como funciona
Usamos os coeficientes de desvalorização da moeda que o Governo publica todos os anos em Portaria (a atual é a n.º 382/2025/1), a mesma tabela que a Autoridade Tributária usa para corrigir valores de aquisição no cálculo de mais-valias. Cada ano tem um multiplicador: 100 € de 1990 × 2,69 = 269 € de hoje. A linha vermelha mostra o outro lado da moeda: quanto do poder de compra se evaporou para quem deixou o dinheiro parado, e é o melhor argumento a favor de o pôr a render.
Coeficientes com base nas alienações de 2025; a próxima Portaria atualiza a série. Fonte: Portaria n.º 382/2025/1, Diário da República.
Exemplo prático: os 100 € do teu avô em 1990
Se o teu avô te contasse que em 1990 ganhava o equivalente a 100 € por semana, quanto valeria isso hoje? Aplicando o coeficiente oficial de desvalorização da moeda para 1990 (2,69), esses 100 € equivalem a cerca de 269 € de hoje. Por outras palavras, o poder de compra de 100 € de 1990 exige hoje 269 € para ser igualado, o que significa que quem guardou 100 € debaixo do colchão desde 1990 perdeu cerca de 63% do seu poder de compra. É a inflação, silenciosa mas implacável, a corroer o dinheiro parado ao longo das décadas.
Esta conta serve para muito mais do que curiosidade: é a base oficial para calcular mais-valias na venda de imóveis antigos, para comparar salários de épocas diferentes e para perceber por que motivo deixar dinheiro sem render é, na prática, perdê-lo devagar.
De onde vêm os coeficientes
Os coeficientes que esta calculadora usa são os oficiais, publicados anualmente em Portaria no Diário da República (a mais recente é a n.º 382/2025/1). São os mesmos que a Autoridade Tributária usa para atualizar valores de aquisição no cálculo de mais-valias imobiliárias e mobiliárias. Ou seja, não é uma estimativa nossa: é o número que o próprio Estado reconhece como a desvalorização acumulada da moeda para cada ano.
A lição para as tuas poupanças
A grande lição da inflação é que 'não fazer nada' com o dinheiro não é neutro, é uma perda garantida de poder de compra ao longo do tempo. Uma conta à ordem a render 0% com inflação a 3% perde 3% de valor real por ano. É o argumento mais forte a favor de pôr as poupanças a trabalhar, nem que seja em produtos de baixo risco que pelo menos acompanhem a inflação. Ver o dinheiro parado a encolher costuma ser a motivação que faltava.
Perguntas frequentes
De onde vêm estes números?
Da fonte mais oficial que existe: os coeficientes de desvalorização da moeda publicados anualmente em Portaria no Diário da República (atual: Portaria n.º 382/2025/1), usados pela própria AT para corrigir valores no IRS e IRC.
O que significa o resultado?
Se 100 € de 1990 'valem hoje' 269 €, significa que precisarias de 269 € atuais para comprar o que 100 € compravam em 1990. É a inflação acumulada a trabalhar contra o dinheiro parado.
Para que serve na prática?
Para perceber salários antigos, preços de casas de outros tempos, ou o custo real de deixar poupanças paradas sem render. É também a conta oficial das mais-valias na venda de imóveis antigos.
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